CONSIDERAÇÕES
A estagnação econômica vivenciada por Juiz de Fora e região foi e continua sendo tema de semináriose debates na sociedade civil. Inócuas foram porém, as propostas até agora apresentadas para o setor turístico. As esperanças agora, recaem
sobre novo surto do desenvolvimento automobilístico.
É preciso, porém, que as forças políticas, e empresariais locais não fiquem apenas de braços abertos, esperando benesses oriunda do poder maior. É
necessário que idéias sejam apresentadas, debatidas, na busca da soluções que revertam o atual quadro econômico juizforano.
É, por isso mesmo, que o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, que representa mais de 20.000 estabelecimentos em
114 municípios da Zona da Mata, através de sua Diretoria, vem apresentar uma proposta que contempla ações em favor de desenvolvimento do
turismo na cidade com repercussões pela região. Não é uma proposta acabada, assim como não é um projeto estanque, mas sim um conjunto de medidas
que podem e devem ser somadas a outras tantas que surgirão ao longo dos debates.
A indústria turística atualmente, começa a ser traduzida em números, um dado fundamental na comprovação de sua importância econômica. Em recente trabalho da ABRESI - Perfil e Tendências(Diagnóstico da Indústria do Turismo no Brasil), foi apresentado que os investimentos somente no setor hoteleiro representam US$ 20 bilhões em patrimônio, a mão-de-obra empregada na atividade turística soma mais de 10 milhões de trabalhadores (1,8 milhões empregos temporários), valor equivalente a 10% do total de empregados no país. A arrecadação de impostos soma R$ 10.423 bilhões/ano, excluído encargos sociais, o turismo ainda representa 8% do PIB nacional.
Uma das mais importantes iniciativas do governo no setor turístico, que vinha sendo implementada antes mesmo da apresentação da "Política Nacional do Turismo", é a disseminação do PNMT (Programa Nacional de Municipalização do Turismo), que vai, a partir da base, dar qualidade e competitividade ao produto turístico brasileiro. Hoje, temos mais de 1.750 municípios engajados no programa, que aplica a metodologia da OMT com vistas de transformar os métodos de gestão do turismo local. Planos diretores, conselhos e fundos municipais de turismo estão sendo criados, com a participação ativa de parceiros como o Sebrae, SENAC, CEF, Banco do Brasil, Amptur e Abomtur. É necessário, entretanto, que se parta para uma efetiva tomada de decisões, que o que se propõe não continue, como até agora, no nível da conversa.
Seguem os pontos que a entidade considera como primordiais para o início do debate de tão elevado tema:
O TURISMO
PRIMEIRAS AÇÕES
Certamente o turismo em Juiz de Fora nunca mereceu a devida atenção em razão da falta de um organismo público que lhe dispense maior valor. É prioritária a criação, portanto, de uma Secretaria que tenha por único objetivos a elaboração de políticas visando o incremento do turismo.
Reformulação física das entradas da cidade que atualmente apagam e escondem a importância do município, sem dizer que parecem saídas, para os visitantes não voltarem.
Gestões devem ser feitas no sentido de se reestruturar o horário comercial, com a liberalização do funcionamento das lojas, notadamente nos finais de semana. Afinal , Juiz de Fora é polo regional e, por isso mesmo, pode ser vista como um "pequeno shopping regional" que, lamentavelmente, abre ás 8 horas e fecha ás 18 horas. Esta contradição torna-se ainda mais marcante quando vigora o horário de verão.
Uma efetiva fiscalização a partir de real controle de suas ações, deve ser dirigidas ao setor da economia informal que mais afeta o empresário legal : os camelôs. E, mais ainda, tais ações fiscais devem ser decisivas junto aqueles que manipulam alimentos pelas esquinas da cidade.
A violência urbana também contribui para o afastamento do consumidor. A segurança, via efetiva vigilância policial, poderia se viabilizar com a criação da Guarda Civil Municipal. O cidadão, sentindo-se tranqüilo, vai ás ruas, vai comprar, vai movimentar a economia do município.
As entidades esportivas, bem como, eventos esportivos de caráter regional e nacional, devem receber toda forma de apoio possível, principalmente os esportes amadores.
A Prefeitura, através de seu organismo próprio, poderá atuar no desenvolvimento do turismo ecológico e rural, permitindo a visitação pública em áreas até o momento fechadas, destacando a represa Dr. João Penido, Mata do Kranbeck e Mata do Poço D'Antas. Naturalmente, a popularização de tais áreas se fariam sob estrita vigilância, afim de se evitar depredações.
A despoluição do Rio Paraibuna é um programa que não deve ser esquecido. Para o futuro, pode-se até falar em transformar aquele curso d'água em ponto de lazer.
Apoio efetivo da administração municipal é pedido no sentido de se viabilizar a construção de um Centro de Convenções. Este aparelho, já há muito solicitado por setores empreendedores Juiz de Fora, beneficiaria por extenção a toda região da Zona da Mata, assim como, a Vertentes e Mantiqueira.
POTENCIAL TURÍSTICO
Há quem diga que Juiz de Fora não tem atrativos. Esta é apenas uma meia verdade. Não há como comparar, é claro as opções que oferecemos com as encontradas no litoral. Temos porém, opções que vão do simples lazer chamado turismo de consumo. O primeiro enfoque aborda as opções oferecidas de visitas ao Museu Mariano Procópio, ao morro do Imperador, Campus da UFJF, Parque da Laginha, Espaço Mascarenhas e Represa Dr. João Penido - um ponto polêmico, mas atraente.
Do lado do turismo de consumo, temos um parque industrial (malhas, calçados, bebidas, alimentos, etc...) que bem trabalhado em outros centros, certamente atrairá compradores em potencial. A estes, o objetivo é oferecer toda uma infra-estrutura de serviços, desde facilidades de locomoção aos pontos de compras, até a oferta de lazer específico (cinemas, teatro, boites, etc...) nos momentos de folga. É preciso montar um efetivos Serviço de Informações aqueles que chegam a Juiz de Fora.
A cidade possui potencial para desenvolvimento do turismo de negócios, como as Feiras de Alimentação organizadas pelos Sindicato de Hotéis/JF, que teve grande repercussão na hotelaria local.
É preciso mostrar ao turista que a cidade oferece segurança, uma boa rede hospitalar (superior até a algumas capitais), bem montado serviço de transporte, boa rede hoteleira e de alimentação preparada. É de se observar, que o Estado mais vendido no Brasil e no exterior, é o Estado do Paraná, tendo com atrativo a cidade de Curitiba que oferece os itens mencionado com excelente padrão.
A viabilização desta proposta será possível após amplo debate e, principalmente, a partir do real interesse em modificar o atual quadro vivenciado por nós. Anexo segue material que nos remete a arte, á nossa história e dá outras informações sobre Juiz de Fora.
POTENCIAL TURÍSTICO
História:
1ª Hidroelétrica - América do Sul
1ª Telefonia e iluminação pública de Minas Gerais
1ª Estrada pavimentada do Brasil
Até 1920 sete jornais diários publicados em Minas Gerais
A cidade foi colonizada pelos alemães e ainda hoje existem núcleos.
O progresso se deu em função de Dom Pedro II ser amigo de Mariano Procópio. Este obteve concessão de sua Alteza real para construção da 1ª estrada pavimentada do Brasil, liga Juiz de Fora ao município do Rio de Janeiro. Esta estrada até dez anos atrás era o principal elo de ligação entre a região de Juiz de Fora e Belo horizonte com o Rio de Janeiro. Ainda hoje as visitas de Dom Pedro II têm registros no Museu Mariano Procópio.
O museu é um dos que tem maior registro do império, sendo considerado um dos principais do país em acervo histórico.
A cidade hoje é importante polo de serviços com a área abrangente de dois milhões de habitantes.
SERVIÇO MÉDICO
A cidade é aparelhada com o que há de mais moderno país sobressaindo-se a Santa Casa de Misericórdia que está sendo modelo para todo país.
CIRCUITO CULTURAL
Passam por Juiz de Fora, as peças de maior sucesso no país, pois, a cidade conta com casas de espetáculos para tal finalidade, inclusive com a reforma do Cine Theatro Central, casa de padrão internacional.
Muito movimentada com diversas casas noturnas onde despontam: Raffa's Chopp, 1ª casa do gênero em Minas Gerais, Vivabella Boite com mais de 25 anos de tradição e ainda diversos bares noturnos, incluindo as especializadas em jazz.
OUTROS PONTOS TURÍSTICOS:
1ª Hidroelétrica da América do Sul
Museu Mariano Procópio
Espaço Mascarenhas
Morro do Imperador
Represa João Penido
Parque da Laginha
Mata do Kranbeck
Mata do Poço D'Antas
Campus Universitário
A cidade possui uma atividade comercial intensa, contribui muito para essa atividade o parque manufatureiro do Município onde se sobressaem produtos de altíssima qualidade a nível nacional, notadamente: tecidos, malharias e famosos embutidos suínos. Contamos ainda com o parque fabril importante destacando entre as empresas que operam no município:
Belgo Mineira Participações
Cia Facit
Becton Dickinson
Cia Mineira de Refrescos - Coca- Cola
Diversas retificas
Paraibuna de Metais
Paraibuna de Papéis
Mercedes Benz do Brasil
A cidade se encontra geograficamente em ponto estratégico como polo recebedor de produtos, pois fica a 160 Km do Rio de Janeiro e a 250 Km de Belo Horizonte, ligada por modernas estradas.
A construção civil, possui um amplo número de empresas locais altamente capacitadas para o desenvolvimento de qualquer grande empreendimento.
A cidade possui ainda, um sistema viário moderno cortado por amplas avenidas. Inquestionavelmente, hoje somos um polo de atração para negócios de dezenas de municípios que nos cercam, fazendo-nos a capital da região.