A Filosofia

    A par e idependente de suas atribuições legais como representante e defensor da categoria econômica que congrega, junto às autoridades competentes, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e similares de Juiz de Fora tem como filosofia e meta permanente a integração no seio de sua comunidade e da sociedade como um todo.

    Num momento de estabilidade da moeda, mas de uma base financeira curta e taxas de juros fora dos padrões aceitáveis, o setor de hospedagem e alimentação preparada sofre diretamente os efeitos nocivos da falta de capital para investimentos e mesmo para a formação de capital de giro, necessitando, cada vez mais, da assessoria direta do SHRBS-JF, que assim ganha status de suporte empresarial e atua como um meio entre a estabilidade ou queda de um negócio.

    Assim, o SHRBS-JF não pode fugir ao papel de defensor intrasigente dos interesses da categoria. Mais ainda, deve exercer seu poder de influência junto a organismos de âmbito estadual e nacional. Deve também se fazer ouvir pelos governantes através da Federação e da Confederação, para que haja o equilibrio necessário para a continuidade dos negócios explorados pelo setor.

    No nível doméstico, o SHRBS-JF deve exercer um papel mais voltado para o social, organizando-se de forma a dar ao associado e a seus dependentes uma forte estrutura de serviços nas áreas de saúde, jurídica e assistencial. Assim o SHRBS-JF se firmou no contexto regional e, por isso mesmo, fica explicada a grande região geográfica abrangida pela entidade, presente num total de 114 municípios mineiros.

    A mais importante bandeira do SHRBS-JF na atualidade está direciona-se para o desenvolvimento do Turismo em Juiz de Fora e região, e por isto, vem apresentando aos órgãos públicos desde 1990, uma proposta, atualizada permanentemente, alternativa para o incremento deste importante segmento. A recente aprovação pelo Executivo Municipal do Conselho Municipal de Turismo, e do Fundo Municipal de Turismo, acena como primeira iniciativa, ainda que modesta, para implantação de uma política agressiva como deseja esta Entidade. As iniciativas poderão ser melhores observadas na ítegra da Proposta.


    PROPOSTA PARA DESENVOLVIMENTO
    DA INDÚSTRIA TURÍSTICA EM JUIZ DE FORA

    CONSIDERAÇÕES

    A estagnação econômica vivenciada por Juiz de Fora e região foi e continua sendo tema de semináriose debates na sociedade civil. Inócuas foram porém, as propostas até agora apresentadas para o setor turístico. As esperanças agora, recaem sobre novo surto do desenvolvimento automobilístico.

    É preciso, porém, que as forças políticas, e empresariais locais não fiquem apenas de braços abertos, esperando benesses oriunda do poder maior. É necessário que idéias sejam apresentadas, debatidas, na busca da soluções que revertam o atual quadro econômico juizforano.

    É, por isso mesmo, que o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, que representa mais de 20.000 estabelecimentos em 114 municípios da Zona da Mata, através de sua Diretoria, vem apresentar uma proposta que contempla ações em favor de desenvolvimento do turismo na cidade com repercussões pela região. Não é uma proposta acabada, assim como não é um projeto estanque, mas sim um conjunto de medidas que podem e devem ser somadas a outras tantas que surgirão ao longo dos debates.

    A indústria turística atualmente, começa a ser traduzida em números, um dado fundamental na comprovação de sua importância econômica. Em recente trabalho da ABRESI - Perfil e Tendências(Diagnóstico da Indústria do Turismo no Brasil), foi apresentado que os investimentos somente no setor hoteleiro representam US$ 20 bilhões em patrimônio, a mão-de-obra empregada na atividade turística soma mais de 10 milhões de trabalhadores (1,8 milhões empregos temporários), valor equivalente a 10% do total de empregados no país. A arrecadação de impostos soma R$ 10.423 bilhões/ano, excluído encargos sociais, o turismo ainda representa 8% do PIB nacional.

    Uma das mais importantes iniciativas do governo no setor turístico, que vinha sendo implementada antes mesmo da apresentação da "Política Nacional do Turismo", é a disseminação do PNMT (Programa Nacional de Municipalização do Turismo), que vai, a partir da base, dar qualidade e competitividade ao produto turístico brasileiro. Hoje, temos mais de 1.750 municípios engajados no programa, que aplica a metodologia da OMT com vistas de transformar os métodos de gestão do turismo local. Planos diretores, conselhos e fundos municipais de turismo estão sendo criados, com a participação ativa de parceiros como o Sebrae, SENAC, CEF, Banco do Brasil, Amptur e Abomtur. É necessário, entretanto, que se parta para uma efetiva tomada de decisões, que o que se propõe não continue, como até agora, no nível da conversa.

    Seguem os pontos que a entidade considera como primordiais para o início do debate de tão elevado tema:

    O TURISMO

    PRIMEIRAS AÇÕES

    Certamente o turismo em Juiz de Fora nunca mereceu a devida atenção em razão da falta de um organismo público que lhe dispense maior valor. É prioritária a criação, portanto, de uma Secretaria que tenha por único objetivos a elaboração de políticas visando o incremento do turismo.

    Reformulação física das entradas da cidade que atualmente apagam e escondem a importância do município, sem dizer que parecem saídas, para os visitantes não voltarem.

    Gestões devem ser feitas no sentido de se reestruturar o horário comercial, com a liberalização do funcionamento das lojas, notadamente nos finais de semana. Afinal , Juiz de Fora é polo regional e, por isso mesmo, pode ser vista como um "pequeno shopping regional" que, lamentavelmente, abre ás 8 horas e fecha ás 18 horas. Esta contradição torna-se ainda mais marcante quando vigora o horário de verão.

    Uma efetiva fiscalização a partir de real controle de suas ações, deve ser dirigidas ao setor da economia informal que mais afeta o empresário legal : os camelôs. E, mais ainda, tais ações fiscais devem ser decisivas junto aqueles que manipulam alimentos pelas esquinas da cidade.

    A violência urbana também contribui para o afastamento do consumidor. A segurança, via efetiva vigilância policial, poderia se viabilizar com a criação da Guarda Civil Municipal. O cidadão, sentindo-se tranqüilo, vai ás ruas, vai comprar, vai movimentar a economia do município.

    As entidades esportivas, bem como, eventos esportivos de caráter regional e nacional, devem receber toda forma de apoio possível, principalmente os esportes amadores.

    A Prefeitura, através de seu organismo próprio, poderá atuar no desenvolvimento do turismo ecológico e rural, permitindo a visitação pública em áreas até o momento fechadas, destacando a represa Dr. João Penido, Mata do Kranbeck e Mata do Poço D'Antas. Naturalmente, a popularização de tais áreas se fariam sob estrita vigilância, afim de se evitar depredações.

    A despoluição do Rio Paraibuna é um programa que não deve ser esquecido. Para o futuro, pode-se até falar em transformar aquele curso d'água em ponto de lazer.

    Apoio efetivo da administração municipal é pedido no sentido de se viabilizar a construção de um Centro de Convenções. Este aparelho, já há muito solicitado por setores empreendedores Juiz de Fora, beneficiaria por extenção a toda região da Zona da Mata, assim como, a Vertentes e Mantiqueira.

    POTENCIAL TURÍSTICO

    Há quem diga que Juiz de Fora não tem atrativos. Esta é apenas uma meia verdade. Não há como comparar, é claro as opções que oferecemos com as encontradas no litoral. Temos porém, opções que vão do simples lazer chamado turismo de consumo. O primeiro enfoque aborda as opções oferecidas de visitas ao Museu Mariano Procópio, ao morro do Imperador, Campus da UFJF, Parque da Laginha, Espaço Mascarenhas e Represa Dr. João Penido - um ponto polêmico, mas atraente.

    Do lado do turismo de consumo, temos um parque industrial (malhas, calçados, bebidas, alimentos, etc...) que bem trabalhado em outros centros, certamente atrairá compradores em potencial. A estes, o objetivo é oferecer toda uma infra-estrutura de serviços, desde facilidades de locomoção aos pontos de compras, até a oferta de lazer específico (cinemas, teatro, boites, etc...) nos momentos de folga. É preciso montar um efetivos Serviço de Informações aqueles que chegam a Juiz de Fora.

    A cidade possui potencial para desenvolvimento do turismo de negócios, como as Feiras de Alimentação organizadas pelos Sindicato de Hotéis/JF, que teve grande repercussão na hotelaria local.

    É preciso mostrar ao turista que a cidade oferece segurança, uma boa rede hospitalar (superior até a algumas capitais), bem montado serviço de transporte, boa rede hoteleira e de alimentação preparada. É de se observar, que o Estado mais vendido no Brasil e no exterior, é o Estado do Paraná, tendo com atrativo a cidade de Curitiba que oferece os itens mencionado com excelente padrão.

    A viabilização desta proposta será possível após amplo debate e, principalmente, a partir do real interesse em modificar o atual quadro vivenciado por nós. Anexo segue material que nos remete a arte, á nossa história e dá outras informações sobre Juiz de Fora.

    POTENCIAL TURÍSTICO

    História:

    1ª Hidroelétrica - América do Sul

    1ª Telefonia e iluminação pública de Minas Gerais

    1ª Estrada pavimentada do Brasil

    Até 1920 sete jornais diários publicados em Minas Gerais

    A cidade foi colonizada pelos alemães e ainda hoje existem núcleos.

    O progresso se deu em função de Dom Pedro II ser amigo de Mariano Procópio. Este obteve concessão de sua Alteza real para construção da 1ª estrada pavimentada do Brasil, liga Juiz de Fora ao município do Rio de Janeiro. Esta estrada até dez anos atrás era o principal elo de ligação entre a região de Juiz de Fora e Belo horizonte com o Rio de Janeiro. Ainda hoje as visitas de Dom Pedro II têm registros no Museu Mariano Procópio.

    O museu é um dos que tem maior registro do império, sendo considerado um dos principais do país em acervo histórico.

    A cidade hoje é importante polo de serviços com a área abrangente de dois milhões de habitantes.

    SERVIÇO MÉDICO

    A cidade é aparelhada com o que há de mais moderno país sobressaindo-se a Santa Casa de Misericórdia que está sendo modelo para todo país.

    CIRCUITO CULTURAL

    Passam por Juiz de Fora, as peças de maior sucesso no país, pois, a cidade conta com casas de espetáculos para tal finalidade, inclusive com a reforma do Cine Theatro Central, casa de padrão internacional.

    Muito movimentada com diversas casas noturnas onde despontam: Raffa's Chopp, 1ª casa do gênero em Minas Gerais, Vivabella Boite com mais de 25 anos de tradição e ainda diversos bares noturnos, incluindo as especializadas em jazz.

    OUTROS PONTOS TURÍSTICOS:

  • 1ª Hidroelétrica da América do Sul
  • Museu Mariano Procópio
  • Espaço Mascarenhas
  • Morro do Imperador
  • Represa João Penido
  • Parque da Laginha
  • Mata do Kranbeck
  • Mata do Poço D'Antas
  • Campus Universitário

    A cidade possui uma atividade comercial intensa, contribui muito para essa atividade o parque manufatureiro do Município onde se sobressaem produtos de altíssima qualidade a nível nacional, notadamente: tecidos, malharias e famosos embutidos suínos. Contamos ainda com o parque fabril importante destacando entre as empresas que operam no município:

  • Belgo Mineira Participações
  • Cia Facit
  • Becton Dickinson
  • Cia Mineira de Refrescos - Coca- Cola
  • Diversas retificas
  • Paraibuna de Metais
  • Paraibuna de Papéis
  • Mercedes Benz do Brasil

    A cidade se encontra geograficamente em ponto estratégico como polo recebedor de produtos, pois fica a 160 Km do Rio de Janeiro e a 250 Km de Belo Horizonte, ligada por modernas estradas.

    A construção civil, possui um amplo número de empresas locais altamente capacitadas para o desenvolvimento de qualquer grande empreendimento.

    A cidade possui ainda, um sistema viário moderno cortado por amplas avenidas. Inquestionavelmente, hoje somos um polo de atração para negócios de dezenas de municípios que nos cercam, fazendo-nos a capital da região.